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Certificações trazem resultados?

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Muitas empresas buscam certificações de qualidade e sustentabilidade como estratégia de marketing, ou por exigência de algum stakeholder, como um cliente, fornecedor, ou até para atender alguma legislação específica. Ter uma certificação é ter o atestado de uma entidade de terceira parte reconhecendo uma característica da sua empresa, o que traz para o interessado mais credibilidade do que quando essa característica é autodeclarada. Por exemplo, normas da série ISO 9000 atestam que um ou mais processos da empresa atendem um modelo de gestão da qualidade; selos de sustentabilidade como LEED e AQUA reconhecem edifícios e bairros sustentáveis; e a Etiqueta PBE Edifica/Procel mostra o nível de eficiência energética de uma edificação.

Buscando esse reconhecimento, algumas empresas investem tempo e dinheiro com consultorias, auditorias, alteração dos padrões de trabalho, empresas certificadoras… e não percebem melhorias reais em seus resultados: os custos de operação não reduzem, os processos se tornam mais burocráticos, e aquele investimento que deveria se transformar em economia, pode ser tornar uma grande dor de cabeça.

Isso acontece porque, nesses casos, a maioria das ações estão sendo tomadas “para auditor ver”. Busca-se apenas cumprir os itens da Norma, e não incorporar à sua cultura. Os requisitos propostos pelas certificações devem entrar na essência da empresa ou do projeto, e ser usados como aliados para alcançar melhores resultados.

Ao se implantar um bom sistema de gestão da qualidade na empresa, com processos e procedimentos bem definidos, o trabalho se torna mais efetivo, diminui-se a dependência de colaboradores específicos para realizar determinada tarefa, e é possível identificar falhas e corrigir problemas com mais agilidade. Se os procedimentos são vistos pelos colaboradores como uma burocracia, então provavelmente precisam ser revisados ou melhor implantados. O sistema de gestão precisa ser constantemente adaptado para que seja utilizado efetivamente; do contrário, será um peso para instituição, ou será deixado de lado pelas pessoas.

O mesmo vale para as certificações de sustentabilidade. Implantar ações sustentáveis reduz custos com materiais, energia e água, tanto na construção, quanto na operação do edifício. No entanto, se estas ações forem incluídas apenas na fase final do projeto, ou depois do edifício construído, exigirão investimentos mais altos e não irão trazer o retorno esperado. Quando o tema faz parte dos projetos desde a sua concepção, evita-se o retrabalho e custos mais altos. Além disso, os ocupantes precisam ser conscientizados para utilizar o prédio de maneira sustentável e eficiente. Não adianta um excelente projeto, se o usuário não evita o desperdício.

Se sua empresa está buscando uma certificação apenas como estratégia de marketing, ou porque foi obrigada, provavelmente não terá uma boa experiência. Fuja da maquiagem verde e das certificações do sistema da qualidade por si mesmas. Entenda a fundo os requisitos exigidos pela certificação escolhida, e veja como sua implantação pode auxiliar na redução de custos, otimização de processos e maior eficiência.

Quando a qualidade e a sustentabilidade são incorporadas à Gestão do Trabalho Cotidiano, os resultados aparecem. E as certificações serão naturalmente um reflexo do que é a realidade da empresa.

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