(47) 99912-6094

Negócio em família: os desafios da gestão de empresas familiares

A ideia de ter uma empresa com alguém da família é boa: trabalhar e conviver com quem você tem uma boa relação, ter ao lado no seu negócio as pessoas em que você mais confia, e poder investir e dar continuidade ao seu patrimônio com quem você tem um vínculo afetivo. Entretanto, quando se pensa em abrir um negócio com algum parente, ou passar uma empresa existente para os herdeiros, é importante tomar alguns cuidados. Por melhor que seja o relacionamento entre os envolvidos, misturar as relações pessoais e profissionais às vezes pode gerar problemas.

Conflitos do dia-a-dia, normais na relação de trabalho, são potencializados quando se envolvem questões emocionais. Muitos têm dificuldade em separar as conversas e atividades de trabalho das pessoais, levando os problemas de casa para a empresa, e da empresa para a casa.

Essas delicadas situações costumam ser ainda mais comuns entre familiares de mesmo “nível hierárquico”, como irmãos ou cônjuges. A figura de um “patriarca” na empresa impõe uma autoridade que, em partes, ameniza e controla estes conflitos. Em alguns negócios, quando o fundador começa a se afastar das atividades, a geração seguinte acaba sentindo mais dificuldade em administrar as relações e as disputas de interesses.

Entretanto, mesmo com a presença dos pais na empresa, são comuns os conflitos de gerações. Leva tempo até que os mais novos conquistem a confiança dos mais velhos e, com isso, autonomia para execução de suas tarefas e tomada de decisões. Em verdade, é essencial que todos estejam abertos para conciliar, de um lado, a experiência e o conhecimento do negócio, e do outro, a visão mais inovadora e adepta às tecnologias. O desafio é fazer com que essa troca de ideias agregue valor e crescimento à atividade empresarial, e não desentendimentos e expectativas frustradas entre os sócios.

Para você que já trabalha com familiares, que pensa em abrir uma empresa com algum parente ou que está pensando em agregar alguém da família a um negócio já existente, separamos 10 dicas importantes para ter sucesso na empresa – e no lar:

1. Defina, no contrato social da empresa, como e por quem será realizada a administração da organização. As estipulações do contrato social relacionadas à administração da empresa são fundamentais para direcionar as decisões e estratégias do negócio.

2. Tenha bem definidos os cargos ocupados por cada um dentro da organização. Estabeleça as respectivas atribuições e responsabilidades.

3. Tente não interferir nas atividades do outro. Quem vê uma situação de fora pode dar valiosas sugestões, mas não conhece a fundo a realidade do outro setor. Em palavras diretas, evite palpitar sobre áreas que você não tem conhecimento e, mais importante ainda, sobre áreas cuja gestão esteja sob atribuição de outro colaborador ou sócio.

Uma alternativa para desmistificar a sensação de que “se eu estivesse na posição do outro eu faria melhor” é a rotação de cargos. É interessante para a empresa que os sócios (ou futuros sócios) conheçam todas as áreas da empresa, e a melhor maneira para isso é vivenciando um tempo em cada uma delas.

4. Trace estratégias e ações focadas na prosperidade da atividade empresarial e em resultados para a sociedade, nunca em questões pessoais ou privilégios.

5. Invista em capacitação e profissionalização dos membros da família que participam do dia-a-dia da empresa. As pessoas devem estar lá por suas competências e habilidades, e não apenas pelos laços afetivos.

6. Trate os familiares com o mesmo respeito e profissionalismo com que você trata os demais sócios e/ou colegas de trabalho.

7. Defina, formalize e implante um pacto de convivência.

8. Lembre-se que divergências são normais em quaisquer relações interpessoais, e diferentes pontos de vista, além de enriquecedores, podem levar aos melhores resultados. No entanto, quando as discussões ocorrem entre pessoas com maior grau de intimidade, não é raro sucederem desentendimentos e até ataques pessoais. Esforce-se para fazer a sua parte e não perder o respeito, analise as opiniões contrárias com serenidade, e evite o “discordar por discordar”.

9. Tente separar os problemas de casa e de trabalho. Cada um deve ser tratado no seu devido momento (e ambiente).

10. Proteja o seu patrimônio pessoal e o patrimônio da empresa. Os bens da pessoa jurídica não podem se confundir com os bens dos sócios, sob risco de estes serem eventualmente responsabilizados por dívidas da sociedade.

No mesmo sentido, quando a sociedade empresária se sujeita à participação de herdeiros ou futura geração, é fortemente recomendado que se faça um planejamento sucessório, a fim de evitar que, no momento da sucessão, a empresa familiar sofra, por exemplo, as consequências de um longo processo de inventário.

 

 

Mais de 75% dos clientes da Performance Gestão de Projetos nos últimos anos são empresas familiares. Se a sua está precisando de orientação neste sentido, fale conosco.

Deixe um comentário